A Volkswagen Tukan apareceu na Alemanha em uma versão intermediária, posicionada abaixo da Extreme, e deve chegar ao Brasil no início de 2027. A nova configuração ajuda a antecipar como a picape pretende ampliar a gama antes de enfrentar rivais como Fiat Toro e BYD Mako.
Fotografado no complexo da Autostadt, em Wolfsburg, o exemplar branco tem rodas escurecidas de 16 polegadas e acabamento externo mais simples. A Volkswagen ainda não divulgou o preço nem a lista completa de equipamentos dessa versão.
VW Tukan intermediária aposta em visual mais discreto
A Tukan intermediária mantém a carroceria de cabine dupla, os faróis estreitos ligados visualmente à grade e o para-choque com predominância de plástico preto. Na lateral, aparecem molduras nas caixas de roda, estribos e barras no teto. As rodas de 16 polegadas escurecidas também diferenciam o exemplar da Extreme.

Foto: Volkswagen/Divulgação
A configuração fotografada troca a combinação mais chamativa da Extreme, apresentada anteriormente no Brasil, por uma aparência sóbria. A diferença visível está no acabamento; ainda não há confirmação de que a lista de equipamentos ou a mecânica também mudem.
- Rodas de 16 polegadas: o conjunto escurecido reforça a proposta mais simples da versão intermediária.
- Proteções plásticas: molduras nas caixas de roda e peças pretas na dianteira marcam o visual externo.
- Cabine dupla: a carroceria leva a Tukan ao grupo de picapes voltadas também ao transporte de passageiros.
Volkswagen Tukan terá quatro versões e estreia em 2027
A gama brasileira deve reunir quatro versões, com cabine simples e dupla. A estreia está prevista para o começo de 2027, antes da janela mais ampla do primeiro semestre anteriormente indicada. A produção ocorrerá na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, ao lado do T-Cross.
As informações disponíveis apontam versões de entrada com motor 1.6 aspirado e configurações superiores com o 1.0 200 TSI. Nas opções de cabine dupla, esse motor deve trabalhar com um sistema híbrido leve de 12 volts. A configuração intermediária flagrada ainda não teve nome confirmado.
A arquitetura também aproveita componentes de outros Volkswagen nacionais. A estrutura até a coluna B, as portas dianteiras, o para-brisa, a suspensão, os cubos de roda e os freios dianteiros têm relação com o T-Cross, segundo informações sobre o projeto. Esse compartilhamento pode simplificar a produção, mas não permite concluir como serão os custos de manutenção ou o preço das peças.
Motor híbrido leve não transforma a Tukan em elétrica
O sistema híbrido leve de 12 volts auxilia o motor a combustão e pode reduzir seu esforço em determinadas situações. Ele não substitui o conjunto principal nem permite rodar apenas com energia elétrica, como ocorre em híbridos plenos ou elétricos.
Para quem usa a picape em trajetos urbanos, o efeito dependerá da calibração e do consumo homologado, dados ainda não divulgados. Sem números de potência, economia ou autonomia elétrica, a tecnologia indica uma estratégia de eletrificação, mas não permite calcular quanto o proprietário poderá economizar no abastecimento.
Fiat Toro e BYD Mako serão referências na disputa
A Tukan entra em uma faixa disputada pela Fiat Toro e pela futura BYD Mako. A Volkswagen ainda não informou preços, capacidade de carga ou consumo, então não há base para comparar custo-benefício, desempenho ou uso profissional entre as três picapes.
A Fiat Strada ocupa uma categoria menor, mas sua futura versão híbrida leve mostra que a eletrificação também avança entre picapes compactas. A marca confirmou o sistema de 12 volts, ainda sem data de lançamento. Em outubro de 2026, a Strada liderou o ranking de vendas brasileiro, como mostra o balanço dos carros mais vendidos no mês.
Você pode acompanhar outras novidades do segmento na categoria picapes. Para a Tukan, os dados que faltam são decisivos: preço, equipamentos, capacidade de carga e consumo vão definir sua posição diante da Toro e da Mako.