O Omoda 4 estreia no Brasil entre julho e agosto de 2027, com sistema híbrido de 224 cv e preço estimado entre R$ 150 mil e R$ 170 mil. A faixa coloca o SUV compacto frente a frente com versões de entrada e intermediárias de Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.
A primeira configuração será híbrida a gasolina. A marca também trabalha no desenvolvimento de uma opção flex e planeja produzir o modelo no país, embora ainda não tenha confirmado a fábrica.
Omoda 4 chega no segundo semestre de 2027 para disputar com SUVs compactos
O Omoda 4 tem lançamento previsto para o início do segundo semestre de 2027, entre julho e agosto, e ficará abaixo do Omoda 5 na gama. Com 4,42 metros de comprimento, entra na disputa de SUVs como T-Cross, Creta, Honda HR-V e Nissan Kicks, em vez de ocupar a faixa dos modelos menores de entrada.

Foto: Omoda/Divulgação
Essa escolha posiciona a novidade em uma faixa de compra disputada. O futuro Omoda 2 deve mirar modelos como Volkswagen Tera e Renault Kardian, enquanto o 4 busca clientes que querem mais espaço e uma motorização eletrificada.
Motor híbrido do Omoda 4 combina 224 cv e consumo chinês de 19,2 km/l
O conjunto híbrido pleno (HEV) reúne um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e um elétrico de 204 cv. A potência combinada chega a 224 cv, com 30,1 kgfm de torque, e a bateria tem 1,83 kWh. Na China, o consumo homologado é de 19,2 km/l.

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Na rotina, o sistema pode reduzir o uso de combustível em percursos urbanos, onde o motor elétrico participa mais da condução. O número chinês serve como referência, não como previsão direta para o Brasil: condições de teste, trânsito e combustível mudam o resultado.
O conjunto é compartilhado com Omoda 5 e Jaecoo 5, mas a fabricante pode ajustar a calibração para o SUV menor. A versão inicial será apenas a gasolina; o desenvolvimento de uma alternativa flex está em andamento.
Dimensões generosas, porta-malas pequeno e espaço traseiro a avaliar
O Omoda 4 mede 2,70 metros entre os eixos, 1,86 m de largura e 1,58 m de altura. O porta-malas de 346 litros limita a vantagem prática do porte: famílias que viajam com carrinho de bebê ou muita bagagem podem sentir falta de espaço.

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Uma primeira avaliação do interior apontou espaço traseiro adequado sobretudo para adultos de estatura média. Passageiros acima de 1,80 m podem viajar apertados, apesar da distância entre os eixos. Esse é um ponto importante para quem costuma levar a família no banco de trás.
Na cabine, há painel com superfície rígida, portas dianteiras em material emborrachado e acabamento traseiro mais simples. O quadro de instrumentos é digital, e a central multimídia fica na vertical.
Preço estimado, produção nacional e equipamentos ainda pendentes
A estimativa de R$ 150 mil a R$ 170 mil coloca o Omoda 4 perto de versões intermediárias de T-Cross e Creta. O preço oficial e a quantidade de versões ainda não foram divulgados. Uma configuração elétrica de 210 cv também pode ampliar a gama brasileira, mas sua chegada não está confirmada.
A Omoda Jaecoo planeja fabricar o SUV no Brasil em regime CKD, com componentes importados da China. O local ainda não foi anunciado. A produção nacional pode aproximar a marca da cadeia local, mas não garante, por si só, preço menor ou peças mais baratas.
O lançamento amplia a oferta da empresa, que já trouxe ao país o elétrico Omoda E5 e modelos híbridos como o Omoda 5 e o Jaecoo 7. Para entender a evolução da linha, veja também o Omoda 5 Next e seu sistema híbrido de 224 cv.
O carro exposto na China tinha faróis de LED automáticos, câmeras 360 graus, banco do motorista com ajuste elétrico, teto solar panorâmico e tampa elétrica do porta-malas. A lista oficial de equipamentos ainda não foi publicada, então esses itens não devem ser tratados como confirmação para todas as versões.
O que pode definir a escolha diante de T-Cross e Creta
O Omoda 4 chega com potência elevada para a categoria e uma proposta híbrida que pode atrair quem roda bastante na cidade. Em contrapartida, porta-malas de 346 litros e espaço traseiro apenas mediano pesam para famílias que priorizam praticidade.

Foto: Omoda/Divulgação
O preço final, o consumo brasileiro e a cobertura de assistência serão decisivos na comparação com T-Cross e Creta. A versão flex e a montagem nacional podem fortalecer o modelo depois da estreia; por enquanto, a escolha depende de como a marca fechará esses pontos. Você priorizaria economia urbana ou mais espaço para bagagem?