A Volkswagen oficializou as formas e as especificações técnicas primárias da sua nova aposta para o mercado latino-americano. A picape intermediária Tukan entrará em linha de produção em São José dos Pinhais (PR), com lançamento cravado para o primeiro semestre de 2027.
O projeto aposenta definitivamente a Saveiro, mantida na mesma geração desde 2009, e adota a arquitetura modular MQB. A montadora alemã escolheu um caminho técnico de contrastes para enfrentar as líderes da Fiat, atacando em duas frentes mecânicas diametralmente opostas.
Tecnologia Híbrida, versões de topo trarão o conjunto 1.5 Turbo e-TSi com sistema elétrico de 48 Volts e câmbio automático de 8 marchas.
Robustez Clássica, toda a linha utilizará suspensão traseira por eixo rígido e feixe de molas (eixo ômega), copiando a receita de carga da Strada.
Produção Nacional, compartilhando linha com o T-Cross no Paraná, as vendas começam na primeira metade de 2027.

Foto: VW/Divulgação
Por que a engenharia da VW uniu motor micro-híbrido com feixe de molas?
A decisão técnica mais importante da VW Tukan reside no conjunto de suspensão. Diferente da Fiat Toro, que utiliza sistema independente multibraços para priorizar o conforto de rodagem, a marca alemã optou por um eixo rígido com feixe de molas.
Essa é a solução mecânica que garante o menor custo de manutenção e a maior tolerância ao excesso de peso. O objetivo é claro: não perder o cliente frotista e o trabalhador rural que confia na durabilidade geométrica do sistema adotado há décadas pela concorrente menor.

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VW Tukan motores 1.5 e-TSi e 1.6 MSI
Como o conjunto motriz define os alvos da picape?
Para equilibrar a aspereza natural do feixe de molas, a Volkswagen dividiu a oferta de motores. A versão de entrada Robust, disponível apenas em cabine simples, herda o conjunto da antiga caminhonete compacta. Equipada com o 1.6 16V MSI, entrega 116 cv no etanol e é limitada ao câmbio manual de 5 marchas.
O grande salto de eficiência ocorre nas versões de cabine dupla, capitaneadas pela opção Extreme. A configuração recebe o propulsor 1.5 Turbo e-TSi de 150 cv, suportado por uma rede elétrica auxiliar de 48 Volts (MHEV). O torque atinge a marca de 25,5 kgfm, gerenciado por uma caixa automática de 8 velocidades.

Foto: VW/Divulgação
Qual a vantagem direta da Tukan contra as rivais da Stellantis?
Dados técnicos das Versões de Lançamento
| Especificação Técnica | VW Tukan Robust (Cabine Simples) | VW Tukan Extreme (Cabine Dupla) |
|---|---|---|
| Motorização | 1.6 16V MSI (Aspirado) | 1.5 Turbo e-TSi (Micro-híbrido 48V) |
| Potência Máxima | 116 cv (E) / 106 cv (G) | 150 cv (E/G) |
| Torque Máximo | 16,1 kgfm (E) / 15,4 kgfm (G) | 25,5 kgfm (E/G) |
| Transmissão | Manual de 5 marchas | Automática de 8 marchas |
| Suspensão Traseira | Eixo rígido com feixe de molas | Eixo rígido com feixe de molas |
A estratégia comercial fragmenta a linha para evitar a sobreposição de propostas. A Tukan Robust mira a fatia de mercado ocupada pelas versões básicas da Strada, oferecendo uma caçamba ampliada, para-choques sem pintura e rodas de aço voltadas estritamente ao transporte de carga.

Foto: VW/Divulgação
A Tukan Extreme, por sua vez, adiciona estribos laterais, santantônio estrutural e acabamento escurecido. É o produto focado no cliente urbano da Toro, utilizando a vantagem de consumo do sistema MHEV como principal argumento de conversão em vendas, compensando a desvantagem em dinâmica veicular gerada pela suspensão traseira menos refinada.
