A referência de outubro de 2026 da Tabela Fipe trouxe uma predominância de desvalorização no mercado automotivo brasileiro. O levantamento mensal analisou 104 combinações de versão e ano-modelo, identificando quedas em 81 registros, o que representa aproximadamente 79% da amostra acompanhada.
Apesar da retração geral que atingiu diversos segmentos, modelos de entrada e SUVs específicos contragiram o movimento de baixa. O cenário evidencia a disparidade de comportamento entre veículos novos, seminovos e categorias específicas de motorização no mercado nacional.
Destaques de alta: Fiat Mobi e Hyundai Creta contrariam o mercado
Entre os veículos que registraram valorização, o Fiat Mobi Like 1.0 (ano-modelo 2027) destacou-se ao apresentar o maior avanço percentual da amostra. A cotação passou de R$ 70.675 em setembro para R$ 73.148 em outubro, representando uma alta de 3,50% ou R$ 2.473.

Foto: Caoa Chery/Divulgação
Em termos nominais, o maior acréscimo em valores absolutos coube ao Hyundai Creta Platinum 1.0 turbo 2027. O SUV registrou salto de R$ 5.166, com o preço médio subindo de R$ 163.520 para R$ 168.686, um acréscimo percentual de 3,16% na referência.
Veículos zero quilômetro também figuraram entre as altas, a exemplo do Toyota Corolla Cross XRE 2.0, que avançou 2,52% e chegou a R$ 197.854. Modelos eletrificados, como o Jaecoo 7 Luxury híbrido e o GWM Ora 03 Skin elétrico, também acompanharam a tendência positiva em versões específicas.
CAOA Chery Tiggo 7 e utilitários lideram as maiores quedas
Na ponta oposta, o CAOA Chery Tiggo 7 Pro Max Drive concentrou as maiores reduções percentuais e nominais da amostra editorial. A configuração zero quilômetro do SUV registrou desvalorização de 6,37%, com o preço recuando de R$ 186.898 para R$ 174.985, uma diferença de R$ 11.913.

Foto: Divulgação
Entre os veículos de maior valor de mercado, o Mercedes-Benz GLC 300 4Matic híbrido 2025 registrou a maior queda nominal absoluta. A referência do modelo luxuoso recuou R$ 13.371, passando de R$ 436.079 para R$ 422.708 no período.
| Modelo e Versão | Setembro (R$) | Outubro (R$) | Variação Percentual |
|---|---|---|---|
| Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive 1.6 (0 km) | 186.898 | 174.985 | -6,37% |
| Fiat Mobi Like 1.0 (2027) | 70.675 | 73.148 | +3,50% |
| Hyundai Creta Platinum 1.0 turbo (2027) | 163.520 | 168.686 | +3,16% |
| Mercedes-Benz GLC 300 4Matic híbrido (2025) | 436.079 | 422.708 | -3,07% |
Comportamento por segmento e idade dos veículos
A análise segmentada demonstra que os SUVs médios e grandes registraram a maior queda média no período, fixada em 1,58%. Em contrapartida, os hatches e modelos de entrada apresentaram menor volatilidade, com recuo médio de 0,43%.
No recorte por idade, os veículos zero quilômetro demonstraram maior estabilidade, registrando variação média de -0,43%. Já os exemplares pertencentes aos anos-modelo de 2025 a 2027 sofreram desvalorização média mais acentuada, atingindo -1,14% na amostra avaliada.
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