O SUV queridinho dos brasileiros muda de pele na Índia com motor 1.3 turbo e ganha versão híbrida
A Renault finalmente jogou as cartas na mesa e apresentou, na Índia, o novo Duster 2027. Esqueça aquele visual arredondado e o acabamento simplório que a gente conhece desde 2020. O modelo agora é bombado, usa a plataforma modular do Kardian e do Boreal e detalhe, já está com o passaporte carimbado para o Brasil. Não existe nada confirmado, porém o modelo poderia deve custar entre R$ 130 mil e R$ 170 mil, posicionando-se no buraco que existe entre o Kardian e o futuro Boreal.

Visual de Boreal
No visual, o Duster 2027 abandonou a timidez. A frente está alta, as laterais ficaram musculosas e as lanternas traseiras em LED agora são interligadas. Ele parece um mini Boreal, só que com aquela pegada valente que sempre foi o DNA do carro.

Com 2,67 m de entre-eixos, ele supera o VW T-Cross (2,65 m), prometendo um espaço interno que deve fazer a alegria das famílias. Só que essa robustez toda agora vem acompanhada de refinamento, algo que o Duster atual derivado de um projeto de 15 anos já não conseguia mais entregar.
Motor 1.3 turbo híbrido
Debaixo do capô, a Renault não brincou no serviço. A versão de entrada na Índia traz o conhecido 1.3 turbo de 163 cv e 28,5 kgfm de torque com câmbio de dupla embreagem. Mas a grande bomba aqui é a versão híbrida (HEV). Ela combina um motor 1.8 aspirado a dois propulsores elétricos e uma batéria com 1,4 kWh entregando 160 cv, a trasmissão composta por 8 marchas.

É uma receita diferente da europeia, focada em mercados emergentes. Aliás, é essa motorização que deve ser o diferencial para enfrentar quem sabe até mesmo Toyota Corolla Cross e o futuro Compass híbrido.
Tecnologia e itens de série
Por dentro, o salto foi de décadas, o painel agora tem telas maiores com sistema Google integrado. Mas o que realmente chama a atenção são os mimos, teto solar panorâmico, tampa do porta-malas elétrica e bancos ventilados.

São itens que o dono de Duster nunca imaginou ter, o pacote ADAS também está completo com 17 funções de segurança. É um avanço e tanto, mas fica a dúvida será que a Renault vai manter tudo isso na versão brasileira ou vai capar o carro para segurar o preço?

O fato é que o Duster deixou de ser o SUV de entrada para virar um competidor sério no andar de cima. Ele tem porte, motor moderno e itens de luxo. Se a Renault conseguir manter o equilibrio entre o custo e esse novo pacote tecnologico. Concorrentes como T-Cross e Tracker que se cuidem, pois com esse nível de entrega o jogo muda completamente.










