A BYD homologou na China a segunda geração do Seagull, veículo comercializado no mercado brasileiro com o nome de Dolphin Mini. O modelo passou por uma reformulação técnica abrangente, alterando a arquitetura de tração dianteira para tração traseira e adotando suspensão traseira independente do tipo multibraço.
O automóvel também teve sua carroceria ampliada em 42,5 centímetros no comprimento total. Essa mudança estrutural abre espaço para um compartimento de bagagem dianteiro e altera o posicionamento do hatch compacto no segmento de veículos da BYD.
Dimensões ampliadas e novo padrão de espaço interno
O novo BYD Seagull mede 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura, 1.570 mm de altura e 2.650 mm de distância entre-eixos. A expansão representa um acréscimo de 425 mm no comprimento e 150 mm no entre-eixos em comparação ao modelo atual.

Foto: BYD/Divulgação
A largura cresceu aproximadamente 100 mm, enquanto a altura permaneceu estável. O habitáculo conserva a capacidade homologada para cinco ocupantes, distribuindo melhor a área útil para os passageiros do banco traseiro.
| Especificação Técnica | Nova Geração (China) |
|---|---|
| Comprimento total | 4.205 mm (+425 mm) |
| Distância entre-eixos | 2.650 mm (+150 mm) |
| Largura | 1.810 mm (+100 mm) |
| Potência do motor | 95 kW (129 cv) |
| Configuração de tração | Traseira (RWD) |
| Suspensão traseira | Independente Multibraço |
Novo motor elétrico e trem de força traseiro
O motor elétrico síncrono de ímã permanente passou para o eixo traseiro, entregando 95 kW de potência, o equivalente a 129 cv. O Dolphin Mini vendido no Brasil entrega 75 cv, o que representa uma elevação de 72% na potência declarada.
A velocidade máxima do hatch subiu de 130 km/h para 150 km/h segundo os dados registrados no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. As rodas recebem pneus na medida 205/60 R16, substituindo o conjunto 175/55 R16 da versão anterior.
Atualização visual, cabine e tecnologias de assistência
A reorganização mecânica permitiu instalar um porta-malas sob o capô frontal. O compartimento dianteiro aproveita a ausência do motor elétrico na dianteira para acomodar cabos de recarga e volumes menores.

Foto: BYD/Divulgação
No interior e no acabamento externo, a nova geração traz elementos técnicos específicos:
- Painel reformulado: volante multifuncional de dois raios com base achatada e tela central flutuante para a central multimídia.
- Console central: área remodelada com carregador por indução para smartphones e comandos físicos integrados.
- Sensores avançados: inclusão de sensor LiDAR no teto integrado ao pacote DiPilot 300 de condução assistida nas configurações de topo.
- Estilo externo: faróis dianteiros mais afilados, lanternas traseiras bipartidas e maçanetas externas semiembutidas na lataria.
Cenário para o mercado brasileiro
O Dolphin Mini comercializado no Brasil utiliza tração dianteira, motor de 75 cv e eixo de torção traseiro. A montadora planeja a ampliação de seu portfólio no país, como visto nos planos de marcas como a Yangwang no Brasil, mas ainda não definiu prazos para a chegada da nova geração do Seagull.
A BYD não divulgou dados de capacidade de bateria, autonomia no ciclo chinês ou preços oficiais para o mercado asiático. A eventual nacionalização ou importação desse conjunto mecânico dependerá de estratégias industriais e custos de homologação no país.