A Mercedes-Benz planeja mais de 40 novidades até o fim de 2027, com motores a combustão, híbridos e elétricos. A estratégia pode ampliar as opções de motorização, mas a marca ainda não confirmou quais modelos chegarão ao Brasil nem seus preços.
O plano combina novas gerações, carrocerias e atualizações de veículos existentes. Entre as tecnologias estão a arquitetura elétrica de 800 volts, a unidade EDU 2.0 e pesquisas com baterias de estado sólido.
Mercedes-Benz prepara mais de 40 novidades até 2027
A Mercedes-Benz pretende lançar mais de 40 novidades em pouco mais de três anos, distribuídas entre modelos novos e atualizações. A empresa manterá motores a combustão, híbridos da família FAME e carros elétricos, escolhendo a configuração conforme o segmento e o uso esperado.

Foto: Mercedes-Benz/Divulgação
Essa abordagem permite atender clientes com rotinas diferentes sem depender de uma única tecnologia. Para quem dirige no Brasil, porém, o efeito prático dependerá dos modelos oferecidos, dos preços e da infraestrutura disponível. A fabricante ainda não detalhou o calendário brasileiro.
O motor a gasolina M 252 LS é uma das novidades já anunciadas. Ele combina 170 kW, equivalentes a cerca de 231 cv, com 23 kW, ou aproximadamente 31 cv, de assistência elétrica. A Mercedes-Benz afirma que o conjunto reduz as emissões de CO₂ em 17% ante o antecessor.
- O turbocompressor elétrico de 5 kW usa a rede de 48 volts para responder ao fluxo de gases.
- O sistema também recupera energia dos gases de escape e a converte em eletricidade.
- A tecnologia chega a um motor de quatro cilindros voltado ao uso cotidiano, após experiências em competição.
O percentual de emissões informado pela marca não equivale automaticamente a uma redução de 17% no consumo. A comparação depende do ciclo de medição e da versão usada como referência.
Arquitetura de 800 volts e unidade EDU 2.0
A Mercedes-Benz ampliará a arquitetura elétrica de 800 volts para modelos maiores, incluindo futuras gerações de E-Class e S-Class. A tensão mais alta pode favorecer a gestão de energia e o carregamento, mas não informa sozinha o tempo de recarga: potência do carregador, bateria e condições de uso também contam.

Mercedes-Benz Classe C 2026
A unidade EDU 2.0 integra motor elétrico, inversor de carboneto de silício e transmissão de duas marchas. Desenvolvida e fabricada pela própria montadora, ela busca equilibrar torque, velocidade máxima e consumo em diferentes aplicações.
Para o proprietário, a tensão do sistema não basta para estimar custo ou conveniência. A rede pública brasileira ainda varia bastante entre cidades e rodovias, e a marca não divulgou potência de recarga ou autonomia para cada modelo futuro.
A novidade se relaciona com a estratégia da marca para carros elétricos, já discutida no debate sobre a motorização do Mercedes-AMG C63.
Baterias de estado sólido seguem em desenvolvimento
A fabricante pesquisa baterias com diferentes composições químicas, incluindo misturas de óxido de lítio-manganês e níquel-manganês-cobalto. Também mantém acordos com Factorial Energy e ProLogium para desenvolver células de estado sólido.

Foto de: Mercedes-Benz
Em setembro de 2026, Mercedes-Benz AG e ProLogium firmaram um acordo para testar células Gen4. A parceria dá à montadora acesso prioritário à tecnologia, mas não estabelece uma data de produção em série.
Um protótipo modificado do EQS percorreu 1.205 km entre Stuttgart, na Alemanha, e Malmö, na Suécia, sem recarga. O resultado pertence a um veículo de testes e não deve ser tratado como autonomia homologada de um EQS de produção.
Plano da AMG é separado da ofensiva de 40 novidades
A divisão Mercedes-AMG também tem uma agenda de expansão própria. Segundo os dados divulgados, a unidade planeja mais de 27 modelos nos próximos 36 meses e busca alcançar 200 mil vendas anuais até 2030. Essa contagem não deve ser somada às mais de 40 novidades da Mercedes-Benz.

Foto de: Mercedes-Benz
A AMG vendeu cerca de 145 mil veículos no ano passado, enquanto a BMW M superou 213 mil. A diferença ajuda a explicar a expansão, mas os números se referem às divisões esportivas, não às vendas totais das marcas.
Entre os projetos citados está o Mercedes-AMG GT 4-Door elétrico, previsto com três motores e potência de até 1.163 cv. A proposta o coloca na disputa com Porsche Taycan e Audi e-tron GT. A estratégia também inclui um novo motor de seis cilindros e um futuro GT Black Series.
Para o comprador brasileiro, ainda faltam preços, versões, dados de consumo e confirmação de lançamentos locais. Até lá, os números de autonomia do protótipo e os planos tecnológicos indicam desenvolvimento, não especificações comerciais definitivas.