SUV esportivo italiano desembarca com 185 cv, teto panorâmico e preço de R$ 181 mil – bem abaixo dos R$ 190 mil do rival alemão
O Fiat Fastback Abarth 2026 chegou ao mercado brasileiro custando R$ 181 mil e entregando 185 cavalos no etanol através do motor 1.3 Turbo 270. O SUV cupê esportivo traz teto panorâmico, multimídia de 10 polegadas com CarPlay/Android Auto wireless e porta-malas gigante de 600 litros. Tudo isso por R$ 9 mil a menos que o Volkswagen Nivus GTS, seu rival direto que custa R$ 190 mil e tem apenas 150 cv.

Mas nem tudo são flores, o Fastback mantém os freios traseiros a tambor enquanto o Nivus oferece discos nas quatro rodas. A Fiat também ficou devendo nos airbags, são apenas 4 contra 6 do modelo da VW. Mas que a italiana compensa no pacote geral com itens que o alemão simplesmente não tem.
Visual e dimensões
A linha 2026 trouxe mudanças importantes, a grade frontal ganhou formato retangular com pontos vermelhos e o logo Abarth bem grande no centro. O para-choque também foi redesenhado com entradas de ar maiores e ganhou detalhes em vermelho. Já as rodas de 18 polegadas vem em preto piano com o escorpião estampado.

Na traseira duas saídas de escape reais chamam atenção, coisa simples que o Nivus GTS não oferece, além do difusor traseiro agressivo e as lanternas que são full LED. Outro detalhe importante é que o spoiler traseiro em preto piano ajuda na aerodinâmica.
O Fastback tem 4,43 metros de comprimento e 2,54 metros de entre-eixos. A carroceria cupê sacrifica um pouco o espaço interno mas entrega estilo e um porta-malas enorme. São 600 litros de capacidade, muito mais que os 415 litros do Nivus.
Motor e consumo
O Fastback Abarth usa o conhecido 1.3 Turbo Flex com códgio 270 que entrega 185 cv com etanol e 180 cv na gasolina. O torque fica em 27,5 kgfm para ambos combustíveis. São 35 cavalos a mais que o Nivus GTS e seus 150 cv tímidos.

Com esse conjunto, o SUV cupê acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos e atinge velocidade máxima na casa dos 220 km/h. O câmbio automático CVT simula 6 marchas e conta com paddle shifts no volante. Aliás, o modo Poison deixa tudo mais nervoso – acelerador mais responsivo, direção mais pesada e controles de estabilidade mais permissivos.
Agora, o consumo não é dos melhores, a Fiat divulga médias de 7,3 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada com etanol. Na prática, prepare o bolso porque bebe mais que isso. O Pulse Abarth com o mesmo motor também sofre do mesmo problema, os números do Inmetro são otimistas demais.
Interior conforto
Os bancos dianteiros são o grande destaque com forros em couro com costuras vermelhas trazem o escorpião em alto relevo e parecem saídos de um carro bem mais caro. O do motorista tem ajuste elétrico, item ausente no Nivus GTS que usa bancos de tecido.

A multimídia de 10 polegadas é completa, tem CarPlay e Android Auto sem fio com GPS integrado e câmera de ré com linhas guia dinâmicas. O Nivus não oferece GPS nativo nem conexão wireless. O ar-condicionado digital é de zona única e há carregador de celular por indução.
Só que a Fiat economizou em alguns pontos, o volante é o mesmo do antigo Argo, já passou da hora de aposentar essa peça. Os plásticos superiores do painel são duros e o porta-luvas ainda usa iluminação amarela antiga em vez de LED. Já o freio de estacionamento eletrônico com auto-hold faz parte do pacote.

No banco traseiro o espaço é apertado com 1,72m e o banco dianteiro. A queda do teto cupê pode prejudicar bastante, para as pernas o espaço é razoável mas nada excepcional para um SUV. Pelo menos tem saídas de ar, USB tipo A e C, além de acabamento em couro nos apoios de braço das portas.
Equipamentos de segurança
A Fiat incluiu frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão, assistente de faixa e comutação automática do farol alto. O sensor de ponto cego chegou na linha 2026 e ajuda bastante. Mas ainda faltou o cruise control adaptativo que até o Nivus oferece.
E aqui vem a polêmica dos freios, a Fiat insiste que os discos dianteiros redimensionados dão conta do recado. Pode até ser, mas num carro esportivo de R$ 181 mil, freios a tambor na traseira é economia sem sentido. Seu concorrente Nivus tem discos nas quatro rodas e custa mais caro, mas nesse quesito está certo.

Apenas 4 airbags também decepcionam, o rival tem 6, para um SUV que se propõe premium e cobra esse preço, o pacote de segurança precisava ser mais completo.
Vale a pena pagar R$ 181 mil no Fastback Abarth 2026?
O Fastback Abarth 2026 é um SUV contraditório, pagando R$ 181.990 você leva um motor potente de 185 cv, visual exclusivo, teto panorâmico, bancos de couro espetaculares e porta-malas gigante. Tudo isso custando R$ 9 mil menos que o Nivus GTS de apenas 150 cv.

Mas a Fiat pecou feio nos freios traseiros e no número de airbags, o consumo elevado também pesa no bolso e faz diferença na hora da escolha, sem falar do antigo volante do Argo equipando numa versão top de linha.
Agora, se você achar o preço salgado demais, tem o Pulse Abarth com o mesmo motor e visual parecido por R$ 158 mil. Perde o porta-malas grande mas economiza R$ 23 mil. No fim, a linha Abarth 2026 oferece desempenho real por um preço mais honesto que a concorrência. Só falta a Fiat acertar os detalhes básicos que não deviam faltar num carro desse preço.










