Modelo nacional chega em 2026 com motor 1.5 turbo flex de cerca de 192 cv, porte de SUV grande e mira Tiggo 8 e Jeep Commander, mas sem nenhuma opção híbrida na largada
O Caoa Changan CS75 Plus será o SUV grande de volume da nova marca sino‑brasileira, montado em Anápolis ao lado dos Tiggo e previsto para estrear no segundo trimestre de 2026.
Ele mede cerca de 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura e 2,80 m de entre‑eixos, números que superam Tiggo 8 e Jeep Commander, mas entrega apenas 5 lugares e traz motor 1.5 turbo flex, sem nenhum tipo de eletrificação prevista para o lançamento.

Agora, um ponto importante antes de seguir: Caoa e Changan ainda não divulgaram ficha técnica nem preços oficiais para o Brasil. Tudo o que você vai ler aqui é baseado nas especificações do modelo chinês de última geração, em apurações de bastidor e na pré‑estreia da marca no Salão de São Paulo 2025.
Quando chega e onde esse CS75 vai ser feito
Desde 2025, Caoa e Changan confirmaram a criação da Caoa Changan, com estreia da marca no Brasil em 2026 e foco em três SUVs: Uni‑T, CS75 Plus e Avatr 11.
Pelas obras feitas em Anápolis (GO) e pela ampliação da capacidade da fábrica para 160 mil carros por ano, o plano é já começar a operação com montagem local dos três SUVs, incluindo o CS75 Plus, na mesma linha hoje usada pelos Tiggo.
Quatro Rodas acaba de cravar que o Uni‑T estreia em março de 2026 já montado aqui, com peças nacionais, o que reforça a leitura de que o CS75 vai seguir o mesmo caminho poucos meses depois.
Mas ainda tem uma interrogação, a Caoa oficialmente não detalha datas nem versões, segue repetindo aquela velha frase de que “não comenta projetos futuros”. Ou seja, fábrica pronta, carro rodando em teste, mas nenhuma promessa carimbada no papel ainda.
Motor 1.5 turbo flex
No modelo chinês de última geração, o CS75 Plus usa o motor 1.5 turbo Blue Whale de 192 cv e 31 kgfm, acoplado ao câmbio automático Aisin de 8 marchas, sempre com tração dianteira e suspensão traseira multilink.
Para o Brasil, a apuração de Autos Segredos, repercutida pelo Canaltech, aponta que esse 1.5 passará a ser flex no Uni‑T e será justamente o mesmo conjunto mecânico que equipará o CS75 Plus nacional.
Ou seja, estamos falando de um SUV maior que o Commander com motor 1.5 turbo flex na casa dos 190 cv, algo bem diferente dos híbridos de 235 cv do BYD Song Pro ou dos 243 cv do Haval H6 HEV.
Aqui entra o porém importante, não há qualquer sinal concreto de versão híbrida ou plug‑in do CS75 Plus para o Brasil, enquanto o Avatr 11 chega justamente como vitrine elétrica da marca e a concorrência já oferece híbridos em massa.
Na prática, o comprador ganha um conjunto mais simples, possivelmente mais barato de manter que um híbrido, mas vai gastar mais no posto todo mês. Dependendo do uso, a diferença de R$ 200 a R$ 300 por mês de combustível facilmente come qualquer economia inicial no preço.
Interior e espaço
Por dentro, o CS75 Plus que foi mostrado para a imprensa brasileira na China já entrega o pacote SUV premium chinês 2026 com interior em tom terra‑cota, muito sued e material soft‑touch, bancos elétricos e um painel praticamente formado por uma grande tela tripla contínua, com quadro de instrumentos digital, multimídia central e uma tela dedicada ao passageiro.

Em versões exibidas na China, o modelo traz teto panorâmico com abertura, acabamento em alcântara em partes do painel, som com alto‑falantes integrados aos bancos e iluminação ambiente, além de câmeras em 360 graus.
Curiosamente, mesmo sendo maior que Tiggo 8 e Commander, o CS75 Plus é um SUV de cinco lugares apenas, sem terceira fileira.
O ganho vai quase todo para espaço de pernas atrás e porta‑malas, que passa dos 700 litros no padrão chinês e supera os cerca de 500 litros usuais de SUVs médios com sete lugares em uso normal.
É ótimo para família que viaja com mala até o teto, mas ruim para quem quer os tais 7 lugares para quando precisar. Aqui, Tiggo 8 e Commander ainda têm um argumento forte.
Preço provável e briga com Tiggo 8…
Hoje, o Tiggo 8 Max Drive 2026 (1.6 turbo a combustão) aparece em torno de R$ 179.990, enquanto o Tiggo 8 Pro híbrido plug‑in passa para perto de R$ 239.990.
O BYD Song Pro 2026, híbrido nacional de Camaçari, trabalha entre R$ 189.990 e R$ 199.990, dependendo da versão e das campanhas de desconto.
Já o Jeep Commander 2026 parte oficialmente de R$ 220.990, mas a versão básica Longitude flex já foi vendida por R$ 199.990 em campanhas recentes.

Sites internacionais que estimam preços indicam algo na casa de R$ 165 mil para o CS75 Plus 2024, mas isso é pura conversão de câmbio, sem impostos brasileiros e sem margem da Caoa.
Sendo realista, com produção local e motor flex, o cenário mais agressivo seria um CS75 Plus nacional batendo ali nos R$ 190 mil, colado no Tiggo 8 a combustão e no Song Pro híbrido de entrada.
Se a marca abusar e empurrar esse SUV para a casa dos R$ 220 mil para cima, ele cai direto na zona de Commander flex e já começa a encostar nos híbridos melhores de consumo, como o Haval H6 HEV, que hoje parte de cerca de R$ 223 mil.
O problema é que Caoa e Changan ainda não deram nem uma pista oficial de preço, e a própria empresa tem histórico de ajustar a tabela poucas semanas depois do lançamento, para cima ou para baixo, conforme a reação do mercado.










