O Omoda X foi apresentado na China com 200 mm de altura livre do solo e recursos pensados para rodar além do asfalto. A medida sugere mais facilidade em pisos irregulares, mas o modelo ainda não tem especificações finais nem previsão de chegada ao Brasil.
Revelado em Wuhu, o crossover também sinaliza uma nova direção para a marca: combinar uso urbano e proposta aventureira. Para quem acompanha a Omoda por aqui, a ressalva pesa no bolso: ainda não há preço, data de venda ou definição de versão brasileira.
Omoda X aposta em desenho robusto e porte de SUV médio
O Omoda X apareceu com carroceria angulosa, pneus de uso misto e iluminação geométrica. As medidas divulgadas para o exemplar apresentado são 4.654 mm de comprimento, 1.920 mm de largura e 1.702 mm de altura, com entre-eixos de 2.700 mm. Esse porte aponta para uma cabine espaçosa, embora a marca ainda não tenha informado o volume do porta-malas.

Foto: Omoda/Divulgação
Há uma divergência importante: informações publicadas após a apresentação também citam comprimento de 4,95 metros. Como a ficha técnica completa não foi divulgada, a dimensão definitiva permanece incerta. É cedo para cravar seu posicionamento frente a SUVs vendidos no Brasil.
A Omoda chama a linguagem visual de “Mecha Cross”, referência a máquinas e robôs. O conceito Crossvolution mistura referências urbanas e ao ar livre. Na prática, o desenho é uma promessa de identidade para futuros modelos, não uma confirmação de que todos esses elementos chegarão à produção.
Cabine do Omoda X reúne telas e comandos físicos
O interior combina painel digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 13,2 polegadas. O console mantém botões físicos para funções do carro, uma escolha que pode facilitar ajustes durante a condução, sem exigir que o motorista procure tudo em menus na tela.

Foto: Omoda/Divulgação
Outro recurso apresentado é um sistema de imagem térmica, com alcance anunciado de até 90 metros. A tecnologia pode ajudar a identificar obstáculos em baixa visibilidade. Ainda falta saber se estará disponível no modelo de produção e em quais versões, informação que afeta sua relevância para o comprador.
Altura do solo e recursos fora de estrada ainda precisam de validação
Além dos 200 mm de vão livre, dados divulgados sobre o projeto mencionam travessia de água superior a 700 mm, reboque de até 1.800 kg e carga de 75 kg no teto. São números que ampliariam as possibilidades em viagens, mas precisam ser confirmados na versão final e acompanhados das condições de uso.
- 39 espaços de armazenamento: a proposta prioriza guardar objetos na cabine, embora não haja detalhamento sobre tamanho ou localização de cada compartimento.
- Pneus de uso misto: reforçam a aparência aventureira, mas não comprovam, por si só, tração integral ou capacidade para trilhas difíceis.
- Altura livre de 200 mm: pode ajudar a evitar raspadas em valetas e estradas de terra, mas não substitui ângulos de entrada e saída ainda não informados.
Omoda X pode ter três tipos de eletrificação
O projeto prevê versões híbrida convencional, híbrida plug-in e elétrica. A fabricante ainda não detalhou potência, consumo, baterias, autonomia ou transmissão. Sem esses dados, você não consegue comparar custo de uso, alcance em viagens ou desempenho com modelos já vendidos no país.
O contraste com a linha conhecida da marca ajuda a entender a proposta, sem permitir uma comparação direta de preço: Omoda 5 e Omoda 7 têm perfil urbano, enquanto o X acrescenta recursos para uso fora de estrada. A marca também anunciou planos para o Omoda 7 híbrido no Brasil e para o Omoda 4 em 2027.
Por enquanto, o Omoda X é uma apresentação global, não um lançamento comercial. A assessoria da marca no Brasil informou que o modelo não está previsto para o mercado local. Até a divulgação de ficha técnica, preço e confirmação de produção, sua proposta fora de estrada continua no campo das intenções.