O Jetour G700 chega ao Brasil com 904 cv, tração 4×4 e dimensões de SUV grande. Com preço estimado acima de R$ 500 mil, a novidade disputará espaço com modelos de luxo e terá de provar que seu conjunto híbrido e sua capacidade fora de estrada justificam o investimento.
A apresentação comercial está prevista para o fim de outubro, com entregas esperadas entre o fim do mês e o início de novembro. A marca ainda não divulgou preços, equipamentos completos nem os dados de autonomia homologados no Brasil.
Jetour G700: porte grande e cabine de até seis lugares
O Jetour G700 mede 5,19 metros de comprimento, tem 2,05 m de largura e entre-eixos de 2,87 m. No Brasil, a configuração anunciada inicialmente oferece seis lugares em três fileiras, com dois bancos individuais na segunda fila. Informações adicionais apontam também para uma opção de cinco lugares, ainda sem confirmação definitiva para o mercado nacional.

Foto de: Jetour
Esse porte favorece o espaço interno, mas cobra seu preço nas ruas brasileiras. Garagens apertadas, vagas curtas e manobras em centros urbanos serão desafios concretos para um SUV com mais de cinco metros.
O G700 usa construção sobre chassi e arquitetura GAIA, desenvolvida para aplicações fora de estrada. A altura livre do solo declarada é de 230 mm, e a marca informa capacidade para atravessar água com até 900 mm de profundidade.
Motorização híbrida plug-in entrega 904 cv
O conjunto híbrido plug-in combina um motor 2.0 turbo a gasolina e dois motores elétricos, um em cada eixo. A potência divulgada é de 904 cv, com torque de 1.135 Nm e tração integral XWD. A aceleração de zero a 100 km/h leva 4,6 segundos, segundo os dados informados para o modelo.

Foto de: Jetour
A bateria LFP tem 34,13 kWh e promete até 100 km de condução elétrica no ciclo WLTC. Para quem percorre trajetos urbanos curtos, essa autonomia pode reduzir o uso de gasolina, desde que o carro seja carregado regularmente em casa ou no trabalho.
- Recarga rápida: a bateria aceita até 170 kW em corrente contínua. Informações divulgadas para o modelo indicam recarga de 30% a 80% em cerca de dez minutos, em carregador compatível.
- Tanque de combustível: a capacidade informada é de 100 litros, ampliando a distância possível entre abastecimentos em viagens longas.
- Autonomia: a marca declara até 1.000 km combinando gasolina e eletricidade no ciclo WLTC; o número ainda depende de homologação do Inmetro.
Os números de recarga e alcance dependem das condições de uso, temperatura e infraestrutura disponível. A potência máxima do carregador também não significa que o carro manterá 170 kW durante toda a sessão.
Preço e rivais: onde o G700 se encaixa
O preço estimado acima de R$ 500 mil, com possibilidade de se aproximar de R$ 600 mil, coloca o G700 em uma faixa superior à dos demais Jetour. O valor oficial será decisivo para medir sua competitividade e o custo de entrada nessa categoria.

Jetour G700 2027 (BR)
Modelos como GWM Wey 07 e GAC GS9 ajudam a dimensionar a disputa por espaço e conforto, mas não são equivalentes perfeitos: o G700 acrescenta construção sobre chassi e foco fora de estrada. O CAOA Chery Tiggo 9 também serve de referência entre os SUVs grandes eletrificados, embora tenha proposta e configuração próprias.
Para o comprador, a conta não termina no preço de tabela. Seguro, pneus, manutenção e desvalorização pesam ainda mais em um SUV de alto valor, especialmente de uma marca que amplia sua presença no Brasil. A lista de revisões e a cobertura de garantia serão pontos importantes para avaliar o custo de propriedade.
G700 amplia a aposta da Jetour no Brasil
Com o G700, a Jetour completa uma gama nacional que inclui S06, S08, T1 e T2. O novo topo de linha combina potência elevada e recursos fora de estrada, mas seu espaço no mercado dependerá de preço, rede de atendimento e confiança na revenda.

Jetour G700
O lançamento também marca a entrada da marca em uma disputa diferente da briga por volume. O G700 terá de convencer quem considera gastar mais de meio milhão de reais em um SUV chinês de luxo, com proposta menos comum que a dos modelos familiares tradicionais.
Preço e homologação ainda faltam. Até lá, os 904 cv chamam atenção; a decisão de compra, porém, vai depender do custo de manter esse porte e dessa tecnologia no Brasil.