A Renault Geely do Brasil (RGdB) confirmou que o aguardado sistema híbrido flex com tração 4×4 será implementado no SUV Boreal e na picape Niagara a partir de 2027. O avanço faz parte de um plano de investimentos de R$ 5,8 bilhões na planta de São José dos Pinhais (PR), consolidando a produção local de modelos eletrificados.
A estratégia franco-chinesa visa ampliar a oferta de veículos com tecnologia E-Tech no mercado brasileiro, atendendo à demanda por eficiência energética e performance em diferentes terrenos. A expectativa é que, até 2030, metade das vendas da marca no país sejam compostas por modelos híbridos ou elétricos.
A nova picape Renault Niagara
A Renault Niagara, picape intermediária de cabine dupla, será o principal pilar desta expansão no segmento de picapes. Com lançamento previsto para novembro, o modelo compartilha a estrutura do Boreal e se posiciona para disputar mercado com concorrentes consolidados, como a Fiat Toro.
- Desempenho: Motor 1.3 Turbo TCe flex, entregando até 163 cv com etanol.
- Tração: Sistema integral sob demanda com seis modos de condução.
- Tecnologia: Painel digital de 10,2 polegadas, central multimídia com Google Built-In e assistente de IA Google Gemini.
- Capacidade: Caçamba de 938 litros e carga útil de 654 kg.

Foto: Divulgação
Economia circular e desmontagem veicular
Além da eletrificação, a Stellantis reforça o compromisso com a sustentabilidade através do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) em Osasco (SP). A unidade, pioneira na América do Sul, completou um ano com números expressivos na recuperação de peças e componentes.

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A iniciativa permitiu a comercialização de 11 mil componentes reutilizados, reduzindo significativamente a emissão de CO2 em relação à produção de peças novas. O projeto atua nos pilares de remanufatura e reciclagem, servindo como modelo para outras montadoras que buscam otimizar a gestão de veículos em fim de vida útil.
Desafios na eletrificação global
Apesar do otimismo da Renault, o mercado global de veículos elétricos enfrenta oscilações. Países como EUA e Canadá registraram recuos nas vendas, enquanto a China reduziu incentivos governamentais. No entanto, executivos do Grupo Renault mantêm confiança no cronograma brasileiro, apostando que a tecnologia híbrida flex será o diferencial competitivo necessário para a transição energética local.