O BYD Dolphin G híbrido estreou na Europa nos preços $ 25.200 e $ 30.700, próximo da quantia de $ 150 mil a $ 183 mil, considerando a conversão direta. Ainda mais relevante do que o preço para a Europa é a revelação que o lançamento traz para o futuro do modelo no Brasil. A BYD confirmou a produção nacional em Camaçari a partir de 2027.
O modelo foi apresentado em Berlim no final de maio e já está à venda na Espanha. A confirmação da chegada do modelo ao Brasil é certa para o ano que vem.

Foto: Divulgação/BYD
Design e dimensões
O Dolphin G não é uma versão eletrificada do Dolphin elétrico já vendido no Brasil. É um projeto diferente, desenvolvido do zero para mercados ocidentais.
O hatch mede 4,16 metros de comprimento, 1,82 m de largura e 1,57 m de altura. Já o entre-eixos é de 2,61 metros. A dianteira foi alongada para acomodar o motor a combustão. O que explica os 16 cm a mais em relação ao Dolphin elétrico.
O porta-malas tem 425 litros. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume chega a 1.225 litros. São números acima de muitos SUVs compactos.

Foto: Divulgação/BYD
Motor e propulsão
O BYD Dolphin G DM-i usa a tecnologia Super Hybrid DM-i da BYD, a mesma plataforma do BYD Atto 2 DM-i Flex recém lançado no Brasil por R$ 149.990. O conjunto une um motor 1.5 aspirado a gasolina de 95 cv com um motor elétrico principal de 163 cv. A transmissão é E-CVT e a tração é dianteira.
Na versão de entrada Active, a potência combinada é de 176 cv. Nas versões Boost, Comfort e Sport, sobe para 212 cv. O torque é de 210 Nm em todas as configurações. O motor a combustão funciona principalmente como gerador de energia. Melhando a condução elétrica na maior parte do tempo, especialmente na cidade.

Foto: Divulgação/BYD
Autonomia e bateria
A versão Active tem bateria de 7,42 kWh e autonomia elétrica de até 40 km pelo ciclo WLTP. A autonomia combinada supera os 1.020 km. As versões Boost, Comfort e Sport adotam bateria de 18,3 kWh. A autonomia elétrica sobe para até 105 km. A combinada chega a 1.040 km.
Essas três versões ainda têm carregamento rápido em corrente contínua de até 39 kW. De 10% a 80% de carga em aproximadamente 26 minutos. Para um PHEV com bateria desse tamanho, é um diferencial real.
Para o Brasil, a BYD deve adaptar o motor para rodar com etanol, a mesma tecnologia flex do Atto 2. Os números de autonomia elétrica serão homologados pelo Inmetro e tendem a ser menores do que os do ciclo WLTP europeu.

Foto: Divulgação/BYD
Tecnologia e segurança
O painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas. A central de infotainment tem 12,8 polegadas com integração Android Auto e Google Maps nativo nas versões superiores.
Entre os assistentes de direção estão controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado e câmera 360 graus. O head-up display está disponível nas configurações mais completas.
Galeria de Fotos: BYD Dolphin G híbrido









Versões e Preços do BYD Dolphin G híbrido na Europa
- Active: bateria 7,42 kWh, 176 cv, 40 km elétricos. A partir de 25.200 euros.
- Boost, Comfort e Sport: bateria 18,3 kWh, 212 cv, 105 km elétricos. Até 30.700 euros.
Para o Brasil, a faixa estimada é de R$ 130 mil a R$ 150 mil. Preços oficiais ainda não confirmados pela montadora.
O hatch se junta ao portfólio, ao lado do Atto 2 DM-i Flex para brigar diretamente com utilitários a combustão. O lançamento reforça uma reviravolta global na engenharia da marca. Este é o primeiro automóvel da marca desenvolvido do começo ao fim para o consumidor ocidental.

