7 Melhores marcas de motos para comprar no Brasil: preços, consumo e assistência



Pela primeira vez em décadas, o pódio de marcas de motos no Brasil tem três nomes que ninguém imaginaria juntos há cinco anos. Quem está pesquisando qual marca comprar precisa entender esse novo mapa para saber porque os dados de consumo, preço e assistência técnica mudaram bastante.

7 Melhores marcas de motos para comprar no Brasil

O mercado de motos no Brasil: o que os números reais dizem

As melhores marcas de motos do Brasil já não são as mesmas de três anos atrás, pelo menos em participação de mercado. A Honda segue na liderança com 65,74% de participação em março de 2026, a Yamaha ocupa a segunda posição com 14% e a Shineray aparece em terceiro lugar com 6,2% de market share. Kawasaki, Royal Enfield, Bajaj e Suzuki disputam o restante do bolo.

O setor como um todo está em expansão. Foram 571.610 motos emplacadas apenas no primeiro trimestre de 2026, alta de 20,6% sobre o mesmo período de 2025. Em março, o crescimento chegou a 33,5% sobre março do ano anterior.

MarcaMarket Share (mar/2026)Modelo mais vendido
Honda65,74%CG 160
Yamaha14,00%MT-03 (naked), Factor 150 (city)
Shineray6,20%SHI 175s EFI
MottuSport 110i
AvellozLinha elétrica
BajajEntrada no top 5 (abr/2026)Dominar D400
Royal EnfieldHunter 350

Fonte: Fenabrave / dados de emplacamentos acumulados 2026

O crescimento não veio das marcas de motos tradicionais. Shineray expandiu 93,3% em vendas no primeiro semestre de 2025. Bajaj registrou alta de mais de 221% no mesmo período. Royal Enfield cresceu quase 83%. O mercado ficou mais competitivo e isso é bom para quem está comprando.

1. Honda: A marca mais vendida do Brasil

A Honda domina por motivos práticos e mensuráveis, não por tradição. A CG 160 faz até 40 km/l na estrada e tem a menor taxa de depreciação do segmento, menos de 10% no primeiro ano. Com mais de 1,14 milhão de unidades vendidas em 2023 e liderança absoluta mantida em 2025 e 2026, a marca construiu uma rede de assistência técnica sem paralelo no país.

Modelos mais vendidos e consumo real

A linha CG 160 concentra a maioria das vendas. A CG 160 Start parte de R$ 17.350, enquanto a CG 160 Titan versão mais equipada, com ABS dianteiro, freio a disco traseiro e porta USB-C de série chega a cerca de R$ 21.500 nas concessionárias, já com frete. O motor monocilíndrico de 162,7 cc com tecnologia FlexOne entrega 14,7 cv.

Com 14 litros no tanque e consumo médio de 40 km/l em uso estradeiro, a autonomia ultrapassa 550 km sem parar no posto. Para comparar: um carro popular com motor 1.0 faz cerca de 12 km/l na cidade.

Outros modelos que merecem atenção:

  • Honda Bros 160 – trail mais vendida do Brasil, com 63.594 unidades no acumulado até abril de 2026. Motor flex, freio CBS, boa para quem cruza estradas de terra.
  • Honda Biz – segunda moto mais emplacada do país, com 90.190 unidades acumuladas em abril. CUB automático, ideal para uso urbano e entregas.
  • Honda PCX 160 – scooter líder de segmento, com 18.597 unidades em abril. Freio a disco com ABS nas duas rodas, painel digital e compartimento sob o banco.
  • Honda CB 500F – naked média para quem quer dar o próximo passo após a CG. Motor bicilíndrico de 471 cc com 47 cv.

Honda CG 160

Para qual perfil a Honda faz sentido

A Honda é a escolha mais segura para quem compra a primeira moto, usa no trabalho ou quer o menor custo total de propriedade. Revenda fácil, peças em qualquer cidade, mecânicos que conhecem o motor de cor. Em cidades do interior, onde outras marcas de motos ainda têm rede limitada, a Honda é, muitas vezes, a única opção viável de assistência técnica.

O ponto fraco está no segmento das naked médias, onde a MT-03 da Yamaha supera a Honda CB 300F em popularidade.

2. Yamaha: a segunda maior e a rainha das marcas de motos nakeds esportivas

A Yamaha tem 14% de participação no mercado atual e uma identidade de marca muito mais definida que a Honda: prazer de pilotagem. Enquanto a Honda vende utilidade, a Yamaha vende emoção e isso fica claro no portfólio.

Modelo para uso urbano vs. aventura

A linha Yamaha no Brasil vai do mais simples ao mais sofisticado:

  • Fazer FZ25 – city com motor de 249 cc e 21 cv. Econômica e confiável para quem precisa de uma commuter um pouco acima da CG.
  • MT-03 – naked esportiva com motor bicilíndrico de 321 cc e 31 cv. Lidera o segmento naked com 3.146 unidades emplacadas só em abril de 2026.
  • R15 – esportiva com 155 cc inspirada visualmente em motos de pista. Com 4.460 unidades em abril, é a esportiva mais vendida do país.
  • Ténéré 700 – adventure com motor bicilíndrico de 689 cc e 73 cv. A moto preferida de quem quer ir do asfalto à trilha sem compromisso.
  • NMAX Connected 160scooter com painel TFT e conectividade, rival direta da PCX 160.

7 Melhores marcas de motos para comprar no Brasil

O que a MT-03 entrega por R$ 33.990

A Yamaha MT-03 Connected tem preço sugerido de R$ 34.190 com frete incluso. Parece salgado, mas o motor bicilíndrico paralelo de 321 cc com 31 cv muda completamente a experiência de pilotagem em relação a uma moto de cilindrada única.

O consumo médio fica em torno de 23 km/l, abaixo da CG 160, mas dentro do esperado para o perfil esportivo. O ABS vem de série. O painel é digital com conectividade. A embreagem assistida reduz o esforço na mão esquerda em engarrafamentos.

Para quem compra uma MT-03, a Kawasaki Z400 é a principal rival com motor de 399 cc e mais potência, mas com preço a partir de R$ 34.810. A Bajaj Dominar 400 aparece como alternativa mais barata na mesma faixa de cilindrada, com dados que valem uma análise separada.

3. Shineray: a chinesa que virou a 3ª marca do Brasil sem avisar

A Shineray é a terceira marca de motos mais vendida do Brasil. Não é surpresa para quem acompanha o setor, mas para muita gente que ainda associa “moto chinesa” a produto sem qualidade, o número choca: 6,2% do mercado nacional em março de 2026. Isso coloca a Shineray acima de Kawasaki, Suzuki, Royal Enfield e BMW em volume de vendas.

Por que a Shineray cresceu tanto?

A estratégia são produtos com tecnologia acima da média para o preço, fabricados no Brasil, com rede de assistência técnica em expansão. A marca opera no país há anos, não é uma importadora que chegou ontem.

O crescimento de 93,3% no primeiro semestre de 2025 tem explicação em dois movimentos: a Shineray SHI 175s EFI superou a Yamaha Crosser 150 em vendas em abril de 2025, e a Denver 250 ganhou espaço no segmento custom acessível.

7 Melhores marcas de motos para comprar no Brasil

Modelos mais vendidos da Shineray

  • SHI 175s EFI – trail de 175 cc que compete diretamente com a Yamaha Crosser 150. Injeção eletrônica, painel digital e preço competitivo.
  • Denver 250 – custom com motor V-Twin de 248,9 cc, 19 cv, ABS de canal duplo, painel digital/analógico e tanque de 17 litros. Preço a partir de R$ 24.490. É a entrada mais acessível no segmento custom com motor bicilíndrico.
  • Urban 150 EFI – scooter com painel TFT colorido, ABS nas duas rodas, câmbio CVT automático, Bluetooth, porta USB e sistema stop-start. Preço a partir de R$ 16.290 – e compete de frente com a Honda ADV 160 e a Yamaha NMAX, que custam bem mais.
ModeloMotorABSPreço aprox.
SHI 175s EFI175 ccSim~R$ 13.490*
Denver 250248,9 cc V-TwinSim (canal duplo)~R$ 24.490
Urban 150 EFI149 cc (CVT)Sim~R$ 16.290

Preços PPS + frete, sujeitos a variação por região.

O ponto de atenção real com a Shineray não é qualidade do produto, é a disponibilidade de peças em cidades muito pequenas, onde a rede ainda não chegou com força. Em capitais e cidades médias, a situação já melhorou bastante.

4. Bajaj: a indiana que cresceu 221% e está redefinindo o custo-benefício

A Bajaj não é uma recém-chegada ao Brasil. É a quinta maior fabricante de motos do mundo, dona de quase 50% das ações da KTM, e comercializa motos no país com uma proposta que poucas marcas de motos conseguem replicar: mais tecnologia por menos dinheiro.

O crescimento de 221% em vendas no primeiro trimestre de 2025 colocou a Bajaj no top 6 de marcas de motos no Brasil, à frente de nomes mais conhecidos do grande público.

Linha Dominar: o que cada versão oferece

A família Dominar é o coração da estratégia Bajaj no Brasil:

  • Dominar NS160 – 160,3 cc, 17 cv, suspensão dianteira invertida, ABS de canal duplo nas duas rodas, painel digital. Preço: R$ 17.900 com frete. Uma moto com suspensão invertida por menos de R$ 20 mil é incomum no mercado.
  • Dominar 250 – 248,7 cc, 27 cv, freios a disco com ABS nas duas rodas. Preço: R$ 23.400.
  • Dominar 400 – 373,3 cc, 40 cv, tanque de 13 litros, full LED, painel digital. Preço: R$ 26.990.
  • Dominar NS400Z – mesmo motor da Dominar 400 recalibrado para respostas mais rápidas em baixas rotações. Preço: R$ 26.990.

Bajaj Dominar NS160

Bajaj vs. concorrentes japonesas: o que os números mostram

ModeloCilindradaPotênciaABSPreço
Bajaj Dominar 400373,3 cc40 cvSimR$ 26.990
Yamaha MT-03 Connected321 cc31 cvSimR$ 34.190*
Kawasaki Z400399 cc45 cvSimR$ 34.810

Com frete incluso.

A diferença de R$ 7.200 entre a Dominar 400 e a MT-03 é concreta. Com esse valor, você financia boa parte de um seguro anual ou coloca um equipamento completo de proteção. O motor da Dominar é mais simples, monocilíndrico contra o bicilíndrico da MT-03, mais entrega 9 cv a mais pelo mesmo segmento de cilindrada.

O consumo da Dominar 400 fica entre 26 e 29 km/l. Para quem roda muito em estrada, a autonomia de quase 380 km com tanque cheio faz diferença.

O ponto fraco ainda é a rede de concessionárias, que cresce mas ainda não cobre todo o país. Em São Paulo, Rio, Curitiba e capitais nordestinas, a situação já é boa. No interior profundo, ainda é um fator de risco.

5. Royal Enfield: estilo e identidade entre as marcas de motos

A Royal Enfield chegou ao Brasil com uma proposta diferente de qualquer outra marca nesta lista: pertencimento. Não é só uma moto, é uma comunidade e os números comprovam que a estratégia funciona. Foi 83% de crescimento em vendas no primeiro semestre de 2025 e dois modelos dominando seus respectivos segmentos em 2026.

Himalayan 450 vs. rivais: o que 40 cv por R$ 29.990 significam

A Royal Enfield Himalayan 450 tem motor Sherpa de 452 cc, 40 cv, câmbio de 6 marchas, tanque de 17 litros, painel LCD e TFT, full LED e ABS de série. Preço: R$ 29.990 com frete incluso.

Para colocar em perspectiva: a Honda XRE 300 tem 25 cv. A BMW G 310 GS tem 34 cv e custa R$ 33.990. A Himalayan 450 entrega mais potência que ambas com preço menor que a BMW.

O consumo real fica em torno de 29,5 km/l, o que dá cerca de 480 km de autonomia com o tanque cheio. Para uma moto de 40 cv voltada à aventura, esse número é competitivo.

ModeloPotênciaABSPreçoAutonomia aprox.
Royal Enfield Himalayan 45040 cvSimR$ 29.990480 km
Honda XRE 30025 cvSim~R$ 27.000*~350 km
BMW G 310 GS34 cvSimR$ 33.990~430 km
Yamaha Lander 25021 cvSim~R$ 28.890*~400 km

Preços aproximados, sujeitos a variação.

7 Melhores marcas de motos para comprar no Brasil

Para quem a Royal Enfield é a escolha certa

A Royal Enfield faz mais sentido para quem quer uma moto de fim de semana para viagens e aventuras ocasionais, sem abrir mão de usar no dia a dia. A Hunter 350, custom com motor de 349 cc, preço a partir de R$ 19.990 e design retrô foi a custom mais vendida do Brasil em abril de 2026, com 2.733 unidades. Mostra que a marca encontrou um nicho bem definido.

Quem busca apenas utilitário para trabalho vai se frustrar: a Royal Enfield não é uma moto de entrega. Mais quem quer uma moto com personalidade, boa para estrada e com comunidade ativa, dificilmente vai se arrepender.

Kawasaki, BMW e Harley-Davidson: Partida para luxo

Essas três marcas de motos operam em nichos específicos. Juntas, representam uma fatia pequena do mercado em volume, mas dominam segmentos onde o comprador pesquisa mais, paga mais e troca menos de moto.

5. Kawasaki

A Kawasaki tem presença consolidada no Brasil com modelos que equilibram desempenho e preço de entrada no segmento premium:

  • Z400 – naked com motor bicilíndrico de 399 cc e 45 cv. Preço a partir de R$ 34.810. É a moto com mais potência nessa faixa de cilindrada, superior à MT-03 e à Dominar 400.
  • Ninja 400 – versão semi-carenada do mesmo motor. Opção para quem quer esportiva de entrada com DNA Kawasaki.
  • Z650 e Ninja 650 – próximo passo natural. Motor bicilíndrico de 649 cc, posição intermediária entre naked e esportiva.
  • Versys-X 300 – trail leve para quem quer aventura com fácil manuseio.

A Kawasaki não cede em qualidade e tem assistência técnica em todos os estados, mas a rede de concessionárias é menor que Honda e Yamaha.

Kawasaki Ninja 400

6. BMW Motorrad

A BMW Motorrad opera num segmento à parte. A G 310 GS é a porta de entrada da marca, com motor de 313 cc e 34 cv por R$ 33.990. É a escolha para quem quer o nome BMW num motor acessível. O salto qualitativo real começa na F 900 GS e culmina na R 1250 GS, referência mundial em adventure.

BMW 1250 GS

7. Harley-Davidson

A Harley-Davidson tem presença de luxo. O Road Glide foi a touring mais vendida do segmento em abril de 2026 com 202 unidades número pequeno em volume, mais expressivo para motos acima de R$ 100 mil.

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Como escolher a melhor marca de moto para o seu perfil

A melhor marca de moto depende diretamente de para que você vai usar a moto. Não existe resposta universal e sim a resposta certa para o seu caso.

Perfil de usoMarca recomendadaModelo de entradaFaixa de preçoConsumo médio
Trabalho / entrega diáriaHondaCG 160 StartR$ 17.35040 km/l
Primeira moto (urbano)Honda ou YamahaCG 160 / Fazer FZ25R$ 17.350 – R$ 22.00035-40 km/l
Custo-benefício mid-rangeBajajDominar 400R$ 26.99026-29 km/l
Trail / aventura acessívelRoyal EnfieldHimalayan 450R$ 29.99029,5 km/l
Naked esportivaYamaha ou KawasakiMT-03 / Z400R$ 33.990 – R$ 34.81020-23 km/l
Custom acessívelShinerayDenver 250R$ 24.49028 km/l*
Premium / tecnologia alemãBMWG 310 GSR$ 33.99035 km/l
Experiência e comunidadeRoyal EnfieldHunter 350R$ 19.99030 km/l*

Consumo estimado com base em motor e cilindrada; dado oficial não divulgado pela fabricante.

Sobre a assistência técnica: Honda tem a maior rede do país. Yamaha vem logo atrás. Bajaj e Shineray crescem rápido, mas ainda têm lacunas no interior. Royal Enfield, Kawasaki e BMW têm redes menores, porém bem estruturadas nas capitais. Em cidades com menos de 100 mil habitantes, Honda e Yamaha são as opções mais seguras para quem depende da moto no dia a dia.

Sobre segurança ativa: ABS já é padrão na maioria dos modelos acima de R$ 20 mil. O CBS (freio combinado) da Honda é obrigatório nas versões mais simples. Confira sempre quais versões incluem ABS antes de fechar o pedido, a diferença de preço costuma ser de R$ 1.000 a R$ 2.000 entre a versão com e sem o sistema.

O mercado de motos brasileiro mais forte em décadas, mais de 2,1 milhões de unidades vendidas em 2025 trouxe um cenário onde o comprador tem mais opções reais do que em qualquer outro momento da história do setor.

Honda ainda domina porque acertou na equação fundamental pelo custo baixo de propriedade, rede pulverizada no país inteiro e produto que raramente decepciona. Yamaha se mantém como a segunda escolha porque construiu uma identidade clara em torno do prazer de pilotar. Essas marcas de motos além de oferecer custo-beneficio, também estão no topo das mais vendidas em todo o mundo.


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