Com autonomia anunciada de até 600 km e botões físicos de volta à cabine, o Volkswagen ID. Tiguan assume uma posição importante na linha elétrica da marca. O SUV substituirá ID.4 e ID.5 na Europa a partir do início de 2027, mas ainda não tem chegada confirmada ao Brasil.
O modelo estreia sobre a plataforma MEB+ e terá três combinações de motor e bateria, com potência de até 299 cv. Os números de alcance seguem o ciclo europeu WLTP e ainda dependem de homologação.
Um novo nome para substituir dois SUVs elétricos
A Volkswagen aproxima sua linha elétrica de um nome já conhecido: Tiguan. A mudança vale para o mercado europeu, onde o ID. Tiguan ocupará o espaço dos atuais ID.4 e ID.5. O Tiguan a combustão e híbrido continuará à venda ao lado dele.

Foto: Volkswagen/Divulgação
A estratégia também coloca o lançamento entre as novidades que ajudam a redesenhar a disputa global por SUVs elétricos. Por aqui, a marca ainda não anunciou planos de importação. Em setembro, havia confirmado o início das vendas do ID.4 Pro 2027 no Brasil, por R$ 299.990.
Quem acompanha a expansão dos carros elétricos pode conferir também a cobertura da categoria de carros elétricos. Já o Jaguar Type 01 ilustra outro movimento recente do segmento, com foco em desempenho e autonomia.
Carroceria mais reta e espaço para cinco
O desenho abandona as formas arredondadas dos antecessores e adota linhas mais retas, capô marcado e traseira vertical. Faróis e lanternas se conectam por faixas horizontais, enquanto as maçanetas externas voltam ao formato convencional.

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Entre os recursos de iluminação estão faróis matriciais IQ.LIGHT, lanternas com efeito tridimensional e emblemas iluminados. A Volkswagen informa coeficiente aerodinâmico de 0,26 e rodas de até 21 polegadas, conforme a versão.
O SUV mede 4.618 mm de comprimento, 1.855 mm de largura sem os retrovisores e 1.619 mm de altura. A distância entre-eixos é de 2.765 mm. O porta-malas comporta até 534 litros, e há um compartimento dianteiro de 32 litros para volumes menores.
Três versões elétricas, até 299 cv
A linha combina duas capacidades de bateria e diferentes níveis de desempenho. A versão de entrada usa química LFP, enquanto as configurações mais potentes recorrem a células NMC. Veja os dados preliminares divulgados:
| Versão | Motor e tração | Bateria | Autonomia WLTP | 0 a 100 km/h |
|---|---|---|---|---|
| Pure | 190 cv, traseira | 58 kWh, LFP | Até 450 km | 8,5 segundos |
| Pro | 286 cv, traseira | 77 kWh, NMC | Até 600 km | 6,6 segundos |
| Pro 4MOTION | 299 cv, integral | 77 kWh | Até 560 km | 6,3 segundos |
A Pro com tração traseira concentra a maior autonomia anunciada. A Pro 4MOTION adiciona um motor em cada eixo e tração integral, mas o alcance previsto cai para 560 km. A velocidade máxima é de 160 km/h na Pure e de 180 km/h nas duas versões de 77 kWh.
Os dados de potência, aceleração e alcance são preliminares. A autonomia real pode variar com temperatura, percurso, carga transportada e estilo de condução. Os valores WLTP também não equivalem a uma medição do Inmetro.
Recarga rápida e energia para equipamentos
A versão Pure aceita até 105 kW em corrente contínua. Segundo a fabricante, a carga de 10% a 80% deve levar cerca de 26 minutos. Nas versões Pro, o limite sobe para 165 kW, com estimativa de 29 minutos para o mesmo intervalo.

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Em corrente alternada, todas as configurações aceitam até 11 kW. O modelo também poderá receber o adaptador PowerSocket, que usa a função V2L para fornecer energia a equipamentos externos, como bicicletas elétricas e aparelhos de uso ao ar livre.
A capacidade de reboque com freio chega a 1.800 kg na versão com bateria de 58 kWh e a 2.000 kg nas opções de 77 kWh. Os limites informados consideram uma rampa de 8%.
Botões físicos voltam ao interior
A cabine redesenhada recupera comandos convencionais em áreas de uso frequente. O ar-condicionado ganha uma barra de botões físicos, o volante deixa os controles sensíveis ao toque e a porta do motorista reúne os comandos dos quatro vidros.

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Um seletor no console concentra ajustes de volume e troca de estação ou faixa de áudio. A Volkswagen também reposiciona a interface em torno de uma tela de instrumentos de 10 polegadas e central multimídia de 15 polegadas.
Como opcionais, haverá uma tela de 12 polegadas para o passageiro dianteiro, head-up display com realidade aumentada e assistente de voz IDA com ChatGPT. A tela do passageiro terá modo de privacidade e conexão Bluetooth para fones de ouvido.
Outros recursos incluem dois carregadores de celular por indução no padrão Qi2, com fixação magnética para aparelhos compatíveis. O modo Retro reproduz no quadro digital os tons azuis e vermelhos dos instrumentos do Golf IV, com um mostrador que representa o fluxo de energia.
Assistência ao motorista e estreia europeia
O modo de condução com um pedal será item de série. Entre os opcionais estão o Connected Travel Assist, com troca assistida de faixa em rodovias e capacidade de parar diante de semáforos vermelhos, e o Park Assist Pro, com funções de memória e controle remoto para estacionamento.
Bancos dianteiros elétricos com massagem, memória e ventilação, teto solar panorâmico e sistema de som Harman Kardon de 480 W também aparecem na lista de opcionais. A oferta poderá variar conforme o país e a configuração.
A pré-venda começa em 13 de outubro na Alemanha e em outros mercados europeus. No país, o preço inicial será de 42.695 euros, com lançamento previsto para o começo de 2027. A gama terá quatro acabamentos: Trend, Life, Style e R-Line.
Por enquanto, o ID. Tiguan é uma novidade europeia, sem preço ou calendário anunciados para o Brasil. A autonomia de até 600 km chama atenção, mas a confirmação de uma eventual importação e os dados homologados serão decisivos para avaliar seu espaço por aqui.