A próxima geração do BYD Dolphin Mini, conhecido na China como Seagull, está passando por uma reestruturação técnica profunda. O modelo, que já é um sucesso global de vendas, prepara-se para transitar para uma plataforma com tração traseira, uma mudança que promete alterar significativamente a dinâmica de condução e o aproveitamento de espaço do compacto elétrico.
Essa atualização aproxima o modelo da proposta do Geely EX2, integrando soluções de engenharia pouco comuns em veículos elétricos de entrada abaixo de 100 mil yuans. A alteração estrutural mais notável é a realocação do conjunto motriz para o eixo traseiro, permitindo a criação de um compartimento de carga dianteiro, o chamado frunk.
Mudanças técnicas e desempenho
A nova configuração mecânica utiliza o motor TZ164XYB, que entrega 95 kW (127 cv), superando os 75 cv do modelo atual. Essa evolução permite que o compacto atinja velocidades máximas de até 150 km/h, conferindo mais agilidade para deslocamentos rodoviários. Além do motor, o chassi recebeu molas helicoidais e uma suspensão traseira independente do tipo multilink.

Foto: BYD/Divulgação
O conjunto rodante também foi aprimorado, com a adoção de pneus 205/60 R16 em rodas de 16 polegadas. Essas alterações visam melhorar a estabilidade e a aderência, compensando o aumento de dimensões do veículo. Com 4.205 mm de comprimento, o novo hatch é 70 mm mais longo que a versão vendida atualmente no mercado brasileiro.
Design e tecnologia embarcada
O visual externo segue a identidade da marca, mas com atualizações funcionais, como as maçanetas mecânicas semi-rebatidas. A traseira apresenta um novo aerofólio e um difusor integrado, enquanto o teto pode receber um módulo LiDAR opcional. Esse sensor é fundamental para o sistema de assistência DiPilot 300 (God’s Eye B), que eleva a capacidade de condução autônoma para o nível 2.

Foto: BYD/Divulgação
Por dentro, o painel foi redesenhado com um volante de dois raios de base achatada. A cabine mantém a tela central flutuante, agora acompanhada por botões físicos estrategicamente posicionados sob as saídas de ar, carregador sem fio para smartphones e um novo console central com porta-copos verticais.
Contexto de mercado e futuro no Brasil
A disputa por esse segmento na China é intensa, com o Geely EX2 somando volumes expressivos de vendas. A BYD aposta nessa nova geração para manter a competitividade, embora os detalhes sobre a bateria Blade de segunda geração e a capacidade do porta-malas dianteiro ainda não tenham sido oficializados pela montadora.

Foto: BYD/Divulgação
Para o mercado brasileiro, a expectativa de chegada da nova geração gira em torno de 2028. Até lá, o modelo atual, que já é referência entre os carros elétricos, deve continuar sendo produzido em Camaçari (BA), convivendo com as novidades que serão introduzidas gradualmente na linha global da fabricante.