VW T-Cross 2027 ganha câmbio de 8 marchas nas versões de entrada e deixa as topos de linha para trás

Herdada do Taos, transmissão suporta até 30,5 kgfm de torque e chega acompanhada de reajustes de até R$ 1.800 nas versões intermediárias



A Volkswagen mudou as regras do jogo dentro do próprio portfólio. O Volkswagen T-Cross 2027 acaba de chegar às concessionárias com uma atualização mecânica muito aguardada. A adoção do câmbio automático de 8 marchas.

Só que a novidade contempla exclusivamente as opções mais acessíveis, equipadas com motor 1.0 turbo. O SUV compacto parte de R$ 119.990. A mudança embaralha as cartas contra a concorrência, mas cria um contraste curioso com as versões mais caras da marca.

VW T-Cross 2027 ganha câmbio de 8 marchas nas versões de entrada e deixa as topos de linha para trás

A nova caixa automática Aisin AQ300 de 8 velocidades suporta até 30,5 kgfm de torque | Foto: Divulgação/Volkswagen

Nova transmissão anula o atraso no pedal

A principal novidade está escondida no cofre do motor. A fabricante aposentou a conhecida transmissão AQ250 de 6 velocidades nas configurações de acesso. No seu lugar, entra a moderna caixa Aisin AQ300 de 8 marchas.

O conjunto é exatamente o mesmo utilizado pelo irmão maior, o Taos. Vale salientar que a nova peça suporta até 30,5 kgfm de torque. Isso representa uma folga de engenharia imensa para lidar com os 20,4 kgfm entregues pelo propulsor 200 TSI de 128 cv.

Na prática, o Volkswagen T-Cross 2027 respira muito melhor. O modelo sofria com um incômodo atraso na resposta do acelerador, especialmente em saídas de semáforo e cruzamentos. As relações mais curtas e bem escalonadas da nova caixa eliminam esse problema, o carro ganha fôlego extra.

O T-Cross 2027 atinge os 100 km/h em exatos 10 segundos com etanol, uma marca bastante competitiva quando colocada frente a frente com Chevrolet Tracker e Nissan Kicks. Câmbio de 8 marchas aqui é item de série. Em rivais nessa faixa de preço, ele sequer existe.

Versões mais caras mantêm caixa de 6

Aqui mora a grande contradição da linha. Quem desembolsa quase R$ 195 mil nas opções Highline e Extreme leva o vigoroso motor 250 TSI de 150 cv. O conjunto sobra em retomadas na estrada. Porém, a montadora decidiu manter a transmissão antiga de 6 marchas para esses catálogos. É um contrassenso, o cliente da versão básica usufrui de uma transmissão tecnologicamente mais refinada que a do comprador da opção topo de linha.

O mesmo ocorre com o Nivus. O SUV cupê derivado do Polo não acompanhou a evolução mecânica neste primeiro momento e continua saindo da fábrica com a caixa de marchas anterior, dividindo opiniões no mercado.

Cabine mantém foco na central VW Play

Por dentro, o visual segue a cartilha rigorosa da engenharia alemã. O painel digital e a central multimídia VW Play de 10,1 polegadas dominam o campo de visão. O sistema continua rápido e oferece espelhamento sem fio, exigência inegociável do consumidor atual.

A lista de equipamentos não sofreu cortes. O SUV traz 6 airbags em todas as variantes. Também há comandos de controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e frenagem autônoma de emergência. O porta-malas de 373 litros segue inalterado. O espaço interno agrada quem viaja no banco traseiro, totalmente favorecido pelo entre-eixos de 2.651 mm.

Novo Cross 2027 t1

Central VW Play de 10,1 polegadas segue como o grande destaque de conectividade na cabine do SUV | Foto: Divulgação/Volkswagen

Preços do Volkswagen T-Cross 2027 sobem

A conta dessa evolução mecânica apareceu rapidamente na tabela. A versão Sense congelou o valor para seguir atraindo o forte público PcD. Já as configurações intermediárias encareceram.

  • Sense 200 TSI – R$ 119.990
  • 200 TSI – R$ 152.890
  • Comfortline 200 TSI – R$ 173.790
  • Highline 250 TSI – R$ 186.290
  • Extreme 250 TSI – R$ 193.490

Para quem busca eficiência e trocas suaves no trânsito urbano, a configuração Comfortline desponta hoje como o melhor custo-benefício da gama. Ela entrega a engenharia de 8 marchas sem romper a pesada barreira dos R$ 180 mil. Já quem prioriza aceleração pura ainda encontra refúgio no motor 1.4, mesmo precisando conviver temporariamente com uma transmissão de geração anterior.


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