SUV elétrico médio tem autonomia de 304 km pelo Inmetro e vai ser fabricado no país ainda em 2026
A Chevrolet Captiva EV 2026 acaba de chegar ao Brasil custando R$ 199.990 na versão única Premier. O SUV médio 100% elétrico tem motor de 201 cv, bateria de 60 kWh e autonomia de 304 km pelo padrão Inmetro. Detalhe importante, a produção nacional está confirmada para 2026, o que pode ajudar a baixar o preço no futuro.

Com 4,74 metros de comprimento e entre-eixos de 2,80 metros, o Captiva EV 2026 briga direto com BYD Song Plus, GWM Haval H6 PHEV e até com o Volkswagen ID.4 que vai chegar em breve. Mas o preço de R$ 199.990 coloca o Chevrolet numa posição delicada, é quase R$ 40 mil mais caro que o Song Plus DM-i (R$ 159.800) e apenas R$ 10 mil mais barato que o ID.4 previsto para cerca de R$ 210 mil.
Motor elétrico
O conjunto motriz do Captiva EV usa motor elétrico síncrono de 201 cv e 31,6 kgfm de torque, com tração apenas dianteira. Faz 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. Não é lento, mas também não impressiona considerando o peso de 1.800 kg em ordem de marcha.

A bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) tem capacidade de 60 kWh e pesa 429 kg. São 111 células com sistema de arrefecimento líquido, a autonomia de 304 km pelo Inmetro parece justa para o tamanho do carro, no ciclo WLTP europeu seriam 315 km, enquanto no otimista NEDC chinês chegaria a 415 km. Na prática, espere algo entre 250 e 280 km em uso misto.

Já a recarga aceita até 120 kW em corrente contínua (DC), indo de 30% a 80% em cerca de 30 minutos. Em corrente alternada (AC), a potência fica limitada a 6,6 kW. A Chevrolet dá 8 anos ou 160 mil km de garantia para a bateria, o que está na média do mercado.
Por dentro…
No interior, o Captiva EV aposta na central multimídia vertical de 15,6 polegadas como protagonista. O painel digital tem só 8,8 polegadas – pequeno para um carro de R$ 200 mil. Apple CarPlay e Android Auto vêm de série, assim como câmera 360° e ar-condicionado digital automático.

O espaço interno é o grande trunfo, com entre-eixos de 2,80 metros e assoalho completamente plano (vantagem dos elétricos), sobra espaço no banco traseiro para três adultos. O porta-malas tem 403 litros, com compartimento extra embaixo para guardar os cabos de recarga e o estepe temporário.

Mas faltam alguns mimos esperados nessa faixa de preço. Não tem teto solar panorâmico, os bancos não são ventilados e o acabamento usa muito plástico rígido nas portas e console central. O Song Plus, mesmo mais barato, oferece melhor percepção de qualidade interna.
Pacote de assistência Captiva EV 2026
O Captiva EV vem com o pacote Chevrolet Intelligent Driving que inclui controle de cruzeiro adaptativo com assistente de curva, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de pontos cegos. É um conjunto competente mas que já virou básico nessa categoria.

Rodas de liga leve de 18 polegadas com pneus 235/55 R18 completam o visual. A direção é elétrica progressiva e o raio de giro fica em 11,3 metros – razoável para o tamanho. Freios a disco nas quatro rodas (ventilados na frente) com regeneração de energia em três níveis diferentes.
São quatro modos de condução disponíveis, alterando resposta do acelerador e nível de regeneração. O modo Eco+ limita a velocidade máxima a 90 km/h para economizar bateria – útil no trânsito urbano pesado.
Preço de R$ 199.990 e produção nacional
O Chevrolet Captiva EV 2026 oferece bom espaço interno, lista de equipamentos decente e a segurança de comprar com uma marca estabelecida no Brasil. Mas o BYD Song Plus híbrido plug-in custa R$ 40 mil menos e não tem limitação de autonomia.

A grande cartada da Chevrolet é a produção nacional prevista para 2026. Com fabricação local, o preço pode cair significativamente – talvez chegando perto dos R$ 170 mil. Aí sim a competição ficaria mais equilibrada. Por enquanto, o Captiva EV é uma opção interessante mas cara demais para quem não faz questão absoluta de ter um SUV 100% elétrico.
Outro ponto é o custo operacional, a Chevrolet promete economia na manutenção pela ausência de itens como óleo do motor, filtros e correias. Verdade, mas com energia elétrica custando caro no Brasil e a autonomia limitada, a economia real vai depender muito do seu perfil de uso. Para quem roda pouco e tem carregador em casa, pode compensar. Para quem viaja muito, melhor pensar duas vezes.
A produção nacional está prevista para 2026 e deve ajudar a marca a ampliar a oferta de elétricos no país – o Captiva EV se posiciona acima do Spark EUV e divide a linha elétrica da Chevrolet com Equinox EV e Blazer EV.

Disponível em versão única Premier, será vendido em quatro cores:
- Branco Lençóis
- Cinza Diamantina
- Azul Búzios
- Dourado Jeri
Para um SUV de quase R$ 200 mil, esperavamos pelo menos uma opção de cor metálica sem custo extra. Mas esse é o mercado brasileiro de elétricos em 2026 com preços altos e concessões por todos os lados.










