Hyundai Creta 2027 ganha flex no 1.6 turbo, mas o motivo da perda de potência surpreende

Henrique Alves
Publicado em: 12 de fevereiro de 2026
Siga-nos

Motor 1.6 TGDI finalmente vira flex, só que entrega 176 cv em vez dos 193 cv anteriores; N Line assume posto de versão mais cara

A Hyundai confirmou a linha 2027 do Creta no Brasil e a principal novidade é a chegada do motor 1.6 TGDI flex para as versões Ultimate e N Line. O preço parte de R$ 156.590 na Comfort e vai até R$ 206.990 na N Line, que agora é oficialmente o topo de linha do SUV compacto. Mas nem tudo é boa notícia, para virar flex, o 1.6 turbo perdeu fôlego.

Hyundai Creta 2027 N Line visto de frente e lateral com rodas diamantadas de 18 polegadas
Creta 2027 | Foto: Hyundai/divulgação

Motor 1.6 turbo flex com menos potência

O Creta 1.6 turbo entregava 193 cv quando funcionava exclusivamente a gasolina. Agora, na configuração flex, os números caíram para 176 cv com gasolina e 173 cv com etanol. São até 20 cv a menos, dependendo do combustível. O torque, pelo menos, foi mantido em 27 kgfm com ambos os combustíveis.

A Hyundai justifica a queda pela necessidade de adequação ao programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), do Governo Federal, que amarra alíquotas de IPI à potência e eficiência energética. Em resumo, menos cavalos significam menos imposto.

E tem um detalhe curioso, ao contrário do que acontece com a maioria dos motores flex, esse 1.6 turbo rende menos com etanol do que com gasolina. A diferença é de apenas 3 cv, mas foge do padrão. Segundo a marca, o torque chega inteiro já a partir de 1.500 rpm, e até as 4.500 rotações a entrega de potência seria equivalente à do motor antigo. Só que a Hyundai não divulgou novos números de 0 a 100 km/h. Antes, o Creta 1.6 turbo fazia o sprint em 7,8 segundos e batia 210 km/h de máxima.

O câmbio continua sendo o automatizado de dupla embreagem com sete marchas (DCT).

Painel e interior do Hyundai Creta 2027 com modo de condução Smart
Creta 2027 | Foto: Hyundai/divulgação

N Line vira topo de linha

Até a linha anterior, a N Line usava o motor 1.0 turbo flex de três cilindros com 120 cv e câmbio automático de seis marchas. Agora, com o 1.6 turbo flex e o DCT de sete velocidades, o powertrain finalmente combina com a proposta esportiva da versão.

A versão ganhou ainda rodas diamantadas de 18 polegadas e um modo de condução inédito chamado Smart, que adapta automaticamente os parâmetros do carro ao estilo do motorista. Os modos Sport, Eco e Normal continuam disponíveis.

A Ultimate, que antes era a mais completa, foi reposicionada logo abaixo da N Line. Ela também recebe o 1.6 turbo flex e mantém sua lista de equipamentos.

Hyundai Creta 2027 N Line Traseira
Creta 2027 | Foto: Hyundai/divulgação

O que muda nas versões com motor 1.0

As versões Comfort, Limited e Platinum seguem com o 1.0 TGDI flex de três cilindros e câmbio automático de seis marchas. A novidade fica por conta da Platinum, que passa a trazer faróis full LED de série, incluindo DRL e luzes de seta. Antes, esse item era reservado para versões superiores.

Preços do Hyundai Creta 2027

  • Creta Comfort 1.0 TGDI Flex AT – R$ 156.590
  • Creta Limited 1.0 TGDI Flex AT – R$ 173.390
  • Creta Platinum 1.0 TGDI Flex AT – R$ 188.990
  • Creta Ultimate 1.6 TGDI Flex DCT – R$ 201.590
  • Creta N Line 1.6 TGDI Flex DCT – R$ 206.990

Vale a troca de potência por flex?

O salto da N Line do 1.0 para o 1.6 turbo faz toda a diferença para quem buscava um Creta com pegada esportiva real. Mas a perda de até 20 cv no 1.6 turbo em relação ao motor anterior, só a gasolina, é um preço que nem todo mundo vai aceitar de bom grado. R$ 206.990 em um SUV compacto que entrega 176 cv coloca o Creta N Line em briga direta com rivais como o VW T-Cross e o Chevrolet Tracker, que oferecem propostas diferentes de motorização.

A flexibilidade do flex ajuda no bolso do dia a dia, mas quem comprava o Creta 1.6 turbo pela potência pode sentir falta daqueles 193 cv.

Henrique Alves

Henrique Alves

Henrique Alves, editor, criador de conteúdo, designer e programador, atuando com produção editorial e projetos digitais desde 2012. Já colaborou com portais como Motor News e, em 2024, fundou a Revista Cars, onde atua como publisher e editor.